Esse blog foi criado por estudantes do 5° semestre do curso de psicologia, com o objetivo de integrar práticas, reflexões, experiências e saberes relativos ao campo "psi", que é uma ciência que visa compreender questões relacionadas ao ser humano com por exemplo suas emoções, pensamentos, ações e a maneira de interagir com o meio e a sociedade.
Procuramos contemplar os conhecimentos, competências e habilidades sobre as diferentes visões teóricas e metodológicas adquiridas nas disciplinas ao longo do curso, possibilitando assim um olhar abrangente da psicologia.
No ano de 1946, quando a doutora Nise da Silveira criou o Serviço de Terapêutica Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, os mais recentes avanços da psiquiatria mundial ainda eram a lobotomia e o eletro choque. O Museu do Inconsciente é fundado por Nise seis anos depois, em 1952, e desde então tem funcionado como um auxílio na compreensão dos mitos escondidos na psique dos doentes que passam pelo hospital, desse modo ajudando o terapeuta a chegar a uma melhor interpretação das emoções dos esquizofrênicos.
O museu exibe o fruto das oficinas que a médica criou para estimular a criatividade dos pacientes e reúne aproximadamente 350 mil obras em seu acervo (telas, desenhos, pinturas sobre papel e esculturas), funcionando também como um centro de estudos.
O transtorno de personalidade Borderline vem sendo abordado como uma psicopatologia moderna, sendo inserida no DSM - lV- Manual de Diagnostico e Estatística das Doenças Mentais (1980) e no CID - 10 - Classificação Internacional de Doenças e Problemas relacionados com a saúde (1992). Ao longo do tempo, variações conceituais foram sendo desenvolvidas desde as definidas por Philippe Pinel, que relatou um sério distúrbio de comportamento, que chamou de “mania sem delírio”. (BEDANI, 2002).
A definição do Transtorno de Personalidade Borderline é caracterizada por um padrão difuso de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto- imagem, afetos e acentuada impulsividade, começando no inicio da idade adulta e presente em uma variedade de contextos. É um transtorno que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" se refere ao limite entre um estado normal e um quase psicótico, assim como às instabilidades de humor.
São indivíduos sujeitos a acessos de ira e verdadeiros ataques de fúria ou de mau gênio, em completa inadequação ao estímulo desencadeante. Essas crises de fúria e agressividade acontecem de forma inesperada, intempestivamente e, habitualmente, têm por alvo pessoas do convívio mais íntimo, como os pais, irmãos, familiares, amigos, namoradas, cônjuges, etc. Embora o Borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente susceptível nessas pessoas.
Esses indivíduos são muito sensíveis às circunstâncias ambientais e o intenso temor de abandono, mesmo diante de uma separação exigida pelo cotidiano e por tempo limitado, são muito mal vivenciadas pelo Borderline. Esse medo do abandono está relacionado a uma grande intolerância à solidão e à necessidade de ter outras pessoas consigo. Seus esforços frenéticos para evitar o abandono podem incluir ações impulsivas, tais como comportamentos de automutilação ou ameaças de suicídio.
A tendência a alguma forma de adição, como o álcool, remédios, drogas, ou mesmo o trabalho desenfreado, o sexo insistentemente perseguido, o esporte, alguma crença, etc., refletem uma busca desenfreada de "um algo mais" que lhe complete e lhe dê sossego.
Como estrutura fronteiriça entre a neurose e a psicose, o transtorno de personalidade Borderline tende a desfilar inúmeros sintomas, muitas vezes opostos entre si sob o ponto de vista das hipóteses diagnosticas, levando à incerteza e abordagens equivocadas tanto na intervenção psicoterapêutica como nas prescrições medicamentosas.
A busca da compreensão, parte das diferentes nomenclaturas e discussões de teóricos sobre o tema, para um diagnóstico preciso. Pois, um diagnostico impreciso pode influir drasticamente na adequação das intervenções, bem como em ultima análise, na duração e na intensidade do sofrimento do paciente. O filme "Garota Interrompida" mostra algumas dessas caracteristicas.
Bullying é toda violência que ocorre em território escolar. Para ser bullying esta violência tem que ser intencional e repetitiva, no mínimo três vezes, e a pessoa que sofre, a vítima, ela tem que estar sempre em uma situação desfavorável para fazer frente a essa agressão. As agressões são difíceis de detectar.
90% das crianças que sofrem bullying não falam para os pais, por que ficam com medo de retaliações dos agressores e poupam os pais da decepção de ter um filho frágil e covarde.
Existirem pacientes surdos que necessitam de atendimento psicológico e, na maioria das vezes, os psicólogos se encontram totalmente despreparados para realizar esse tipo de atendimento. Um intérprete não é muito aconselhado já que a ida ao psicólogo é um momento em que as pessoas expõem sua vida pessoal e com certeza o paciente não se sentiriam a vontade com uma terceira na terapia.
Por isso é importante o profissional se qualificar para atender a população em geral. Para atender um paciente surdo é importante fazer um curso de Libras, pois a possibilidade de comunicação proporciona um contato próximo com o paciente, facilitando a reflexão sobre o contexto social no qual se insere: suas dificuldades, seus anseios e angústias.
Corresponde à fase da formação da identidade, que se dá entre os seis e os dezoito meses de idade, quando a criança encontra e reconhece a sua imagem especular. A criança antecipa o domínio sobre a sua unidade corporal através de uma identificação com a imagem do semelhante e da percepção de sua própria imagem no espelho.Considera-se esta fase como um primeiro esboço do que será o Eu do indivíduo.
Segundo Lacan a fase do espelho processa-se em três fases fundamentais:
Em um primeiro momento, o bebê percebe seu reflexo no espelho, como se fosse um outro ser real, do qual procura aproximar-se ou apoderar-se. Esta imagem é, para ele, outra pessoa que é procurada atrás do espelho.
Em uma segunda fase, a criança percebe que o outro do espelho não é um ser real, que não passa de uma imagem e, por isso, ela não vai mais procurá-lo atrás do espelho.
A terceira fase consiste no fato de a criança já saber que o refletido no espelho é apenas uma imagem dela própria. Nessa ocasião, ela gosta de brincar com os movimentos do seu próprio corpo no espelho.
O termo transpessoal significa “além do pessoal” ou “além da personalidade”. Utiliza-se esse termo porque a psicologia transpessoal ocupa-se de capacidades humanas que estão além da esfera do ego. A abordagem transpessoal procura integrar em sua visão todo o potencial humano que está ainda por desenvolver. Essas capacidades potenciais estão relacionadas à existência de estados superiores de consciência, ainda desconhecidas para a maior parte da humanidade. O caminho para atingir esses estados é o caminho da autotranscendência, ou superação do ego individual.
É uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais.É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando prejuízos na vida de relações interpessoais e familiares.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a terceira causa de perda da qualidade de vida entre os 15 e 44 anos, considerando-se todas as doenças.
A família que tem um de seus componentes diagnosticados por esse transtorno tem uma grande dificuldade de aceitação, pois a esquizofrenia, assim como outros transtornos, é cercada de muitos preconceitos. Crenças como “as pessoas com esquizofrenia são violentas e imprevisíveis”, “elas são culpadas pela doença”, “elas têm dupla personalidade”, “elas precisam permanecer internadas”, ainda são muito comuns em nossa sociedade.
É uma ferramenta utilizada para desenvolver pessoas, dentro de suas especialidades.
É um processo de treinamento realizado em empresas, por qualquer profissional graduado que tenha se especializado no assunto.
O coaching é baseado na teoria cognitiva, tem seu foco no futuro, no que “eu” quero no que a minha empresa espera de mim. Nesse processo nada é interpretado, o profissional não diz o que a pessoa deve fazer é a própria pessoa quem vai obter as suas respostas.
O coaching ajuda as pessoas a transitar no caos, visando uma mudança de comportamento.