O autor inicia o livro narrando sobre as intensas transformações técnico-científicas do Planeta Terra que está gerando conseqüências preocupantes para todos os seguimentos da sociedade e acabam por desencadear fenômenos de desequilíbrios ecológicos. Ao mesmo tempo, como citado pelo autor, os modos de vidas individuais e coletivos se encaminham para uma padronização dos comportamentos, além de que “a vida doméstica vem sendo gangrenada pelo consumo da mídia”.
O livro apresenta uma proposta que se revela cada vez mais pertinente e atual à nossa sociedade: o autor nos sugere uma reinvenção dos modos de ser coletivos. Em um momento em que há um verdadeiro colapso das relações humanas, sua “ecosofia” é muito bem-vinda. Ela consiste numa nova maneira do homem pensar sua relação com o meio ambiente, com sua sociedade e até mesmo com sua subjetividade.
O livro como um todo é um apelo ao pensar, numa tentativa de devolver à humanidade sua condição de ser integrado ao mundo, e não fragmentado e isolado como hoje nos é apresentado tanto pelo estilo de vida capitalista quanto pelas teorias pós-modernistas. As Três Ecologias nos estimula a questionar todas as esferas sociais, segundo o próprio Guattari, a “reinventar maneiras de ser no seio do casal, da família, do contexto urbano, do trabalho, etc.”
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